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Segunda, 15 Outubro 2012 13:25

DECLARAÇÃO DE VOTO


Durante meses fomos presenciando as posições tomadas pelos diferentes intervenientes/atores num processo conducente a uma proclamada “reforma autárquica”. Por princípio estamos – como sempre estivemos – disponíveis a discutir o tema. Nada pode ou deve ser tabú. Todavia, não estamos disponíveis para aceitarmos imposições, de forma atabalhoada e anti-constitucional (segundo a nossa ótica, pelo que, em devido tempo, foi solicitada a intervenção do Tribunal Constitucional), sem alternativas, e sem todos os dados em cima da mesa, nomeadamente: que atribuições futuras para as autarquias?; a que verbas vão a Juntas ter direito?; que irá acontecer aos funcionários que, eventualmente, vão ser considerados excedentários? Lindo futuro para estes cidadãos: mais uns milhares, quiçá, que passarão a receber o opíparo subsídio de desemprego, enquanto houver, claro.

Isto é: querem, simplesmente, um cheque em branco!

O mínimo, que se devia exigir deste governo, é respeito. Respeito pelos cidadãos e, também, pelos autarcas, cuja larguíssima maioria paga do seu bolso a honra de lutarem pela sua terra.

Nesta casa, ao longo de várias horas assistimos a uma trágico-comédia. Uma vez mais brincou-se com os sentimentos, a cultura, a tradição, a história, o apego ao progresso, a luta de milhares de figueirenses que, por todo o concelho, se bateram – alguns durante muitos anos – pela criação da sua freguesia.

Com que “cara de pau” alguns irão encarar os seus fregueses para justificar o fato de terem, pura e simplesmente, rasgado as deliberações das suas próprias assembleias de freguesia? É um problema de consciência? Pois é… mas, também, de ética. As ações ficam com quem as pratica e cada um que tire as conclusões e assuma as responsabilidades.

Claro que estou a ouvir a resposta de mau pagador: “o que eu quero é que a MINHA freguesia não acabe!, o resto …”

Em nome do interesse pessoal e/ou particular, mandam-se às urtigas todos os restantes valores. O concelho pode arder todo, desde que as chamas não cheguem à MINHA freguesia! Solidariedade? O que é isso?

A nossa posição radica-se na coerência e nos princípios democráticos e republicanos que sempre defendemos.

A cegueira da ambição político-partidária a qualquer preço trouxe-nos, à discussão, propostas absolutamente estapafúrdias. Propostas que irão servir de mote para a risada sarcástica e anedótica dos nossos filhos e netos. No que os senhores se transformaram…

O Governo arranjou capatazes locais para acabar com as freguesias, para mais uma machadada no poder local democrático. Dou-vos os meus parabéns, senhores capatazes. Venderam-se por um prato de lentilhas, aceitando fazer o trabalho sujo, convertendo-se em coveiros das freguesias.

Freguesia de São Julião da Figueira da Foz

O Presidente do Executivo

Fernando Góis Moço

 
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