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Forte de Santa Catarina | Palácio Sotto Mayor | Casa do Paço | Praça 8 de Maio e Monumento a Manuel Fernandes Thomaz | Casino Oceano | Casino da Figueira | Coliseu Figueirense | Pelourinho da Figueira da Foz | Largo Luís de Camões e Monumento aos Mortos da Grande Guerra | Cruzeiro | Grande Hotel e Piscina Mar | Esplanada Silva Guimarães | Picadeiro e Rua dos Casinos | Mercado Municipal Engenheiro Silva | Rotunda do Centenário | CAE - Centro de Artes e Espectáculos | Edifício do Museu, Biblioteca, Arquivo Fotográfico e Auditório Municipais | Fonte Luminosa | Edifício dos Paços do Concelho | Praça da Europa | Porto Comercial

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LocalizaçãoForte de Santa Catarina
(Av. de Espanha)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Forte de Santa CatarinaEsta emblemática fortificação defendeu a entrada do Mondego e fez parte, com o fortim de Palheiros e a fortaleza de Buarcos, do triângulo defensivo da enseada marítima. O início da sua construção remonta a finais do séc. XVI embora só tenha sido concluída posteriormente. A entrada, pela cortina voltada ao norte, dá acesso a um pátio interior onde se situa uma pequena capela, de finais do séc. XVI, dedicada a Santa Catarina. Em 1645 serviu a capela como tribunal da Inquisição. Durante a Guerra Peninsular, aquando da 1ª invasão francesa, foi tomado pelas tropas comandadas por Junot. A 27 de Julho de 1808, o académico Bernardo António Zagalo apoiado por um espontâneo exército de populares da região, armados de lanças e de foices, desenvolve um plano de ataque estratégico que obriga à rendição do invasor. Esta acção facilitou o desembarque, entre 1 e 3 de Agosto, das aliadas tropas inglesas comandadas por Artur Wellesley, mais tarde Duque de Wellington. Tendo perdido a sua função estratégico-defensiva no séc. XIX, e mantendo apenas em funcionamento o seu farolim, como auxílio à navegação e à entrada de embarcações na barra, este forte permanece um dos marcos mais importantes no contar histórico da cidade. É imóvel classificado de Interesse Público. Na sua envolvente instala-se, desde 1917, o elegante Tenis Clube. Ao tempo, com 2 cortes de ténis e um ringue de patinagem, foi selectivamente frequentado por uma elite aristocrata e burguesa atraída não só pelo desporto como pelos seus chás dançantes e memoráveis festas. Pela sua privilegiada localização e particular zelo com que continuam a ser preservados o seu espaço e os seus vários cortes de ténis, é eleito local favorito de quantos praticam e se iniciam nesta salutar modalidade desportiva.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoPalácio Sotto Mayor
(Rua Joaquim Sotto Mayor)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Palácio Sotto MayorEdifício de carácter civil, mandado construir por Joaquim Sotto Mayor, natural do concelho de Valpaços. Emigrado no Brasil, este abastado negociante, de regresso a Portugal, visita a Figueira da Foz e decide aqui construir um palacete onde viveu longas temporadas. Demorando cerca de 20 anos a ser construído, este belo palácio de cinco pisos foi considerado o “mais belo e sumptuoso edifício da Figueira”. Projecto inicial do arquitecto gaulês Gaston Landeck, construído em finais do séc. XIX, ao estilo dos palacetes franceses, em que predominam, na fachada principal, motivos renascentistas. Da visita ao seu interior, não se pode ficar indiferente aos painéis ornamentais, paredes e tectos, da autoria do pintor António Ramalho, às magníficas telas assinadas por Joaquim Lopes, Dórdio Gomes, António Carneiro, sobre o vitral de Bernard Champigneulle iluminando a escadaria nobre, ou às peças de mobiliário e de escultura que decoram as elegantes salas, vestíbulos, corredores e outros aposentos. Na fachada posterior, uma galeria e escadaria estilo Luís XVI dá acesso a um jardim romântico e a uma torre mirante, que segue de perto a tipologia da Torre de Belém. Adquirido, em 1967, pela Sociedade Figueira Praia, o palácio foi convertido numa das mais relevantes unidades museológicas do património local, abrindo as suas portas ao público em 1980. Para breve está prevista a sua readaptação numa unidade hoteleira de charme.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoCasa do Paço
(Largo Prof. António Vítor Guerra)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia da Casa do PaçoQuem lhe passa defronte não pode deixar de se interrogar sobre a génese e utilização deste imóvel, privilegiadamente localizado em paralelo à doca de recreio, sobressaindo de entre o restante casario, se não pela discrição das formas, pela nobreza simples e altivez das proporções. Edifício civil, de finais do séc. XVII e inícios de XVIII, foi mandado construir pelo bispo de Coimbra, D. João de Melo. Desenhado segundo conceitos renascentistas, de planta em “U”, a fachada meridional, de linhas sóbrias e regulares, ritmada por janelas de sacada e pelas aberturas inferiores, termina com torreão de cobertura em cúpula. Durante várias décadas foi sede da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz. Actualmente é propriedade da autarquia. Abrem-se ao público quatro salas, onde se descobre o que de verdadeiramente notável e único obriga a uma visita: uma importante e curiosa colecção dos chamados “azulejos de Delft”, de inícios do séc. XVIII. 7000 peças avulsas, todas diferentes, revelam, a azul ou a sépia, significativas representações de paisagens campestres e marinhas, cenas bíblicas e de cavaleiros. “O mais vasto e variado repositório de azulejos estrangeiros existentes em Portugal e o mais extraordinário, no seu género, em todo o Mundo” (Santos Simões, 1967). É imóvel classificado de Interesse Público.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoPraça 8 de Maio e Monumento a Manuel Fernandes Thomaz

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia da Praça 8 de Maio e Monumento a Manuel Fernandes ThomazEstamos no espaço da antiga “Praia da Reboleira”, uma das três reentrâncias fluviais do Mondego, conquistada ao rio, em 1784, no propósito de dotar a vila de uma praça pública. Após os trabalhos de aterro, conheceu as designações de “Praça Nova da Reboleira”, “Praça Nova da Alegria” e “Praça Nova”, nome pelo qual permanece mais conhecida. Em 1880 recebe a designação de “Praça 8 de Maio” para comemorar a entrada do exército liberal na Figueira da Foz, em 1834. Foi o centro de todo o movimento social e político figueirense nos séculos XVIII-XIX. Hoje, é zona destinada preferencialmente ao comércio tradicional e serviços. Merece especial destaque o imponente para o monumento, aí erigido, à memória de Manuel Fernandes Thomaz (1771-1822), natural da Figueira da Foz. Dedicado à defesa da causa liberal, o “Patriarca da Liberdade” ou “Regenerador da Pátria”, como também ficou conhecido, liderou fervorosa acção na organização da revolução de 24 de Agosto de 1820, que libertaria o país do jugo estrangeiro, instaurando a liberdade e a independência de Portugal. Dinamizador das Cortes Constituintes, foi o principal redactor da Constituição de 1822. Este belo monumento, em pedra e bronze, sob o qual repousam os seus restos mortais, é da autoria do escultor portuense Fernandes de Sá, e foi inaugurado a 24 de Agosto de 1911.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

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LocalizaçãoCasino Oceano
(Rua Bernardo Lopes e Rua Cândido dos Reis)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Casino OceanoInaugurado em 3 de Agosto de 1898, situado junto do Casino (Peninsular), este elegante e luxuoso edifício, construído para funcionar como casino e café-concerto, emerge para dotar o centro de veraneio do Bairro Novo de mais um equipamento de lazer e de atracção turística, bem ao gosto da sociedade da “belle époque”. Com dois salões para café-restaurante e sala de jogos diversos, o interior foi, ao tempo, ricamente mobilado e decorado. As pinturas de tecto, da autoria do cenógrafo portuense Eduardo Machado, e outras ornamentações infelizmente desapareceram. Há muito desprovido das suas funções primitivas, permanece como óptimo exemplo arquitectónico do eclectismo oitocentista, corrente artística bem denunciada pela interessante justaposição de elementos clássicos, românicos e góticos evidentes nas fachadas.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoCasino da Figueira
(Rua Bernardo Lopes e Rua Cândido dos Reis)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Casino da FigueiraNo espaço do actual Casino ergueu-se, em 1884, o “Theatro-Circo Saraiva de Carvalho” que, no virar do século, seria transformado em espaço de jogo e lazer, com o nome de “Casino Peninsular” – um dos mais importantes pólos de desenvolvimento e atracção do Bairro Novo. Aqui, e durante algumas décadas, todas as ruas pareceram convergir para o seu conhecido “Pátio das Galinhas”, o curioso átrio do Casino, repleto de mesinhas redondas de café e cadeiras de verga, que acolheram a sociedade mais elegante que aí se deliciava, cavaqueando, nas quentes tardes de Verão ao som da orquestra. À longa história deste edifício estão ligados grandes espectáculos de circo, de ópera, de cinema, de teatro, e memoráveis garraiadas infantis levadas a cabo no seu “Salão de Inverno”. Os seus salões, concebidos pelo arquitecto conimbricence Silva Pinto, apesar de remodelados, conservam a estrutura e a exuberante decoração das belas pinturas dos tectos. Com sucessivos melhoramentos e adaptações das suas salas de jogo, salão de espectáculos, restaurante e piano-bar, o Casino actual, de fachada totalmente inovada, continua a ser um dos pólos de animação e atracção turística por excelência.

 

Saiba mais sobre o Casino Figueira Clicando Aqui

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoColiseu Figueirense
(Largo do Coliseu – Alto do Viso)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Coliseu FigueirenseO interesse dos figueirenses pela tauromaquia remonta a um passado longínquo, conhecidas que são as notícias de pequenas corridas de touros que se fizeram primeiramente na “Praça Velha” e, mais tarde, numa pequena praça de touros construída, em madeira, em terrenos da Misericórdia. O gosto pela festa brava levou mais tarde à construção de uma grande e condigna praça, erguida pela Companhia do Coliseu Figueirense, no sítio do Alto do Viso. Inaugurada em 25 de Agosto de 1895, com lotação para 7000 espectadores, continua a animar as tardes e noites dos aficionados portugueses e dos vizinhos espanhóis que, desde há muito, elegem a Figueira da Foz como destino de férias. Este esplêndido e bem conservado edifício prima pelos excelentes espectáculos tauromáquicos e equestres que, desde sempre, vem oferecendo em cartaz, abrilhantados pela presença das mais destacadas figuras do panorama tauromáquico português e espanhol. Abre igualmente as suas portas a outros eventos culturais, desportivos, festas da cidade, não esquecendo a festa dos estudantes de Coimbra que, em plena domingo da “Queima das Fitas” fazem conta certa de assistir a uma garraiada na Figueira.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoPelourinho da Figueira da Foz
(Praça General Freire de Andrade)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Pelourinho da Figueira da FozData de 1782 este belíssimo exemplar de arquitectura civil, pública, símbolo da administração autónoma da justiça, outrora usual nos municípios e bispados. Colocado na lado Norte da então Praça do Comércio. Sobre uma base de 5 degraus quadrados eleva-se um pedestal bojudo e sobre este uma elegante coluna torcida coroada por um capitel compósito habilmente modelado, para destacar as armas nacionais, esculpidas numa das faces em meio de ornatos concheados. A bonita praça em que centralmente se insere é também digna de olhares atentos. Os seus elegantes edifícios, típicos de final e princípio de século, testemunham diariamente o bulício próprio gerado pelo comércio diversificado e tradicional que anima toda a praça. O pelourinho está classificado como monumento nacional desde 1910.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoLargo Luís de Camões e Monumento aos Mortos da Grande Guerra

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Largo Luís de Camões e Monumento aos Mortos da Grande GuerraEste largo assenta sobre a antiga “Praia da Ribeira”, a primeira das três praias fluviais, por aterro conquistadas ao rio Mondego em 1784, e transformada em praça pública - a “Praça da Ribeira”. A partir de 1791, e durante mais de um século, passou a denominar-se “Praça do Comércio”, centro nevrálgico da vila onde funcionava o principal mercado de abastecimentos, com cais de alfândega e desembarque de mercadorias. Não obstante a evolução toponímica deste espaço, acabou por prevalecer entre figueirenses, o hábito de a designar por “Praça Velha”. A 9 de Junho de 1880, por ocasião das festas dedicadas a Luís de Camões, a Câmara atribui o nome do egrégio poeta a este largo, ao tempo aparentado, no desenho da sua calçada à portuguesa e restantes componentes urbanísticos, ao do Rossio de Lisboa. No seu centro ergue-se, desde 1928, o monumento de homenagem aos Mortos da Grande Guerra, projectado por António Augusto Gonçalves.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoCruzeiro
(Rua Heróis do Ultramar)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do CruzeiroEste cruzeiro, em pedra, assinala uma das mais trágicas consequências das invasões francesas de que foi palco a vila da Figueira e seu termo, durante a Guerra Peninsular. Aquando da terceira invasão napoleónica, comandada por Massena, um elevado número de habitantes indefesos das povoações rurais veio refugiar-se na Figueira. O excesso populacional, aliado à escassez de víveres e condições de higiene, resultou numa terrível epidemia que, nos primeiros meses de 1811, terá vitimado mais de 5.000 pessoas, sepultadas na cerca do Convento de Santo António. Assinalando esta fatalidade ergueu-se, em 1812, este cruzeiro, em cuja base, que serve de pedestal à cruz, se pode ler, em inscrição latina, o triste sucedido. É imóvel classificado de Interesse Público.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoGrande Hotel e Piscina Mar
(Av. 25 de Abril)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Grande Hotel e Piscina MarAutênticos ex-libris da Figueira, estas duas emblemáticas edificações, inauguradas em 1953, marcam a determinação e o esforço de investimento turístico figueirense da década de 50. O conjunto Grande Hotel da Figueira (actual Hotel Mercure) e Piscina-Praia (actual Piscina Mar) foi, pelo seu interesse arquitectónico, considerado património de interesse público desde 2002. O Grande Hotel é um edifício de grande qualidade arquitectónica, pós-modernista, dos anos 50. Exemplar de grande coerência formal foi, para época, inovador nas soluções e criatividade do projecto. Apesar de remodelado, em 1995, pela cadeia hoteleira Mercure não foi afectado na autenticidade dos elementos que lhe conferem individualidade muito própria. É notável a profusão e qualidade dos elementos decorativos do seu interior. Aos olhos de muitos, o exterior deste edifício assemelha-se a um navio, com sua destacada ponte e vigias. A original Piscina-Praia, para além de proporcionar agradáveis banhos de sol e de água salgada, saltos acrobáticos da sua elegantíssima prancha de 10 metros de altura, foi também palco para acontecimentos sociais e manifestações desportivas de relevo. A degradação progressiva das suas infra-estruturas acabou por ditar o seu encerramento. Em 2001, a Câmara assumiu as obras de reconstrução e beneficiação e reabriu-a ao público para júbilo da cidade. A sua emblemática prancha de saltos, projecto do arquitecto figueirense, Isaías Cardoso, foi retirada por imposição legal. Em curso está já o projecto de integração desta excelente Piscina de Mar num complexo turístico maior, de que farão parte uma renovada e agradabilíssima estalagem, sobranceira à piscina, um restaurante e uma unidade de talassoterapia.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoEsplanada Silva Guimarães
(Sobranceira à Av. 25 de Abril)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia da Esplanada Silva GuimarãesPonto de referência da cidade e local de encontro por excelência, esta esplanada perpetua a memória de António da Silva Guimarães, distinto oficial da marinha mercante e grande empreendedor da empresa de exploração das minas e indústrias do Cabo Mondego. Testemunho da viragem sócio-cultural do último quartel do séc. XIX na Figueira da Foz, o conjunto Castelo Engenheiro Silva, Antigo Edifício do Turismo e Casa das Conchas, marca uma tipologia de arquitectura ecléctica privada, distinta do restante aglomerado urbano. Recentemente reconstruída a sua longa plataforma em semicírculo, virada a poente, oferece uma vista panorâmica deslumbrante e privilegiada sobre a praia e toda a linha de costa, desde a entrada da barra até ao Cabo Mondego.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoPicadeiro e Rua dos Casinos

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Picadeiro e Rua dos CasinosEntrou no coração do Bairro Novo. Estas duas artérias pedonais caracterizaram-se por serem, no decorrer da primeira metade do séc. XX, as áreas mais cosmopolitas e “chiques” da Figueira. Os seus distintos cafés e esplanadas, os estabelecimentos comerciais, os teatros, os luxuosos casinos e hotéis, habituaram-se a receber uma elite aristocrata e burguesa que vinha a banhos para gozar, aqui, da mesma atmosfera elegante que em Biarritz se respirava. A fama de melhor praia portuguesa, também pelas suas qualidades helioterápicas, vinha já de tempos imemoriais. Urgia pois virar a cidade para o mar e para a satisfação dos interesses de quem rumava à cidade luminosa para passar a temporada. O projecto de construção do Bairro Novo de Santa Catarina, como iniciou a chamar-se, arrancou por acção da Companhia Edificadora Figueirense. A 2 de Abril de 1861 lançava-se a primeira pedra para construção do seu primeiro edifício, a Assembleia Recreativa (mais tarde designada por Casino Mondego). Pouco depois estavam assentes oito construções. Desenhava-se uma nova malha urbana, ortogonal e regular, com o claro propósito de dar resposta aos novos desafios de modernidade urbanística, conforme modelos importados dos melhores bairros balneares europeus da época. A permanência dos antigos “Café Europa”, “Casino Oceano” ou da “Casa Havanesa”, a par com o modernizado Casino (outrora Peninsular), o café-restaurante “Caravela”, a “Casa Africana” ou a pastelaria “Império”, permanecem pontos de referência para todos quantos residindo ou em visita à cidade rumam ao coração do Bairro Novo. Durante todo o ano, mas com maior intensidade durante os meses de Verão, o cruzamento do Picadeiro (R. Cândido dos Reis) com a Rua dos Casinos (R. Bernardo Lopes) espelha movimento a qualquer hora do dia, sentindo-se o pulsar contagiante da cidade que continua a responder, sempre incansável e muito justamente, por ser também “da claridade”.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoMercado Municipal Engenheiro Silva
(Passeio Infante D. Henrique)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Mercado Municipal Engenheiro SilvaRespondendo aos apelos de crescimento e renovação urbanos da Figueira, impulsionados pelo movimento crescente do seu porto de mar e actividades comerciais, o Mercado Municipal surge integrado no projecto das obras de melhoramento da barra. A execução e orientação do projecto couberam ao Eng.º Francisco Pereira da Silva, fundador da Companhia Edificadora Figueirense, que o inaugurou a 24 de Junho de 1892, dia de S. João. Uma superfície de cerca de 4800 m2, com grande pátio central, é coberta por uma estrutura em ferro construída segundo as mais modernas técnicas da época. Este edifício integra-se na ampla corrente da “arquitectura do ferro” que abrangeu todo o território nacional e internacional durante a 2ª metade do séc. XIX, inícios do séc. XX. Apesar de ter conhecido intervenções e melhoramentos vários, o edifício mantêm ainda a sua traça original. Durante 85 anos a concessão do mercado esteve a cargo da Companhia Edificadora, tendo passado a sua gestão para a autarquia em 1977. O colorido das suas bancas, bem abastecidas de frutas e legumes, o eco dos tradicionais pregões das peixeiras apelando à abundância e variedade de peixes e mariscos, as carnes e charcutaria, pão e broa da região, lacticínios e outros produtos regionais, a floricultura e o pequeno comércio (vestuário, calçado e outros artigos), constituem peças de um cenário vivo e renovado a cada dia, testemunho real das riquezas económicas e culturais da região.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoRotunda do Centenário

Autoria: Isabel Henriques*



Fotografia da Rotunda do CentenárioNo cruzamento das longas avenidas Dr. Joaquim de Carvalho e Dr. Manuel Gaspar de Lemos, esta rotunda passou, em 1982, a denominar-se do Centenário para assinalar, com sua estátua, os cem anos que então decorriam sobre a elevação da Figueira à categoria de cidade. O povoado da Figueira que, como vimos, vinha acentuando o seu crescimento económico, político e social desde o séc. XVII, merecera ascender em 1771 (12 Março). A partir desta data desanexou-se do Couto e Câmara de Tavarede para se constituir sede de concelho autónomo. Em 1882, por decreto de 20 de Setembro, foi elevada à categoria de cidade, atendendo a que era uma das mais importantes do reino, não só pela sua população e riqueza, mas também em testemunho de apreço pelo seu progressivo desenvolvimento. A elegante estátua, que dá corpo à efeméride, é da autoria da escultora Dorita Castel-Branco.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoCAE - Centro de Artes e Espectáculos
(Rua Abade Pedro – Abadias)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do CAE - Centro de Artes e EspectáculosEste moderno equipamento cultural, projecto do arquitecto Luís Marçal Grilo, foi inaugurado em Junho de 2002. Possui um magnífico auditório para grandes espectáculos dos mais diversos domínios artísticos, com capacidade para 800 pessoas, e um pequeno auditório, com 200 lugares, para a realização de congressos, seminários e outros eventos. Para além das suas salas de exposições temporárias, anfiteatro ao ar livre, café, espaços lúdicos e serviços educativos, é ainda varanda privilegiada sobre o repousante Parque das Abadias. A elevada qualidade da sua programação coloca-o na rota das principais referências de difusão cultural do país.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoEdifício do Museu, Biblioteca, Arquivo Fotográfico e Auditório Municipais
(Rua Calouste Gulbenkian - Abadias)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia de Museu, Biblioteca, Arquivo Fotográfico e Auditório MunicipaisConstruído sobranceiramente ao Parque das Abadias, este complexo arquitectónico, projectado pelo arquitecto figueirense Isaías Cardoso, reinstala e reúne, desde 1976, importantes serviços culturais do município. O Museu Municipal Santos Rocha, havia sido inaugurado em 1894, para preservar e divulgar o espólio arqueológico recolhido por António dos Santos Rocha, nas suas sucessivas campanhas de investigação. Instalado provisoriamente na Casa do Paço, foi depois transferido para o edifício da Câmara Municipal onde viu enriquecer gradualmente as suas colecções. Em 1976 vê-se finalmente instalado neste edifício vocacionado para o receber. Destacam-se relevantes as suas colecções de arqueologia, escultura religiosa, numismática, etnografia africana e oriental, mobiliário indo-português e armaria em exposição permanente. Para além da programação do seu serviço educativo, duas salas de exposições temporárias abrem-se ao intercâmbio de projectos culturais diversificados. Outras valiosas colecções em reserva (pintura, cerâmica, traje e outras) são apresentadas ao público em exposições temporárias. A Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás que integra também este complexo, havia sido criada em 1910. Conheceu igualmente diversos edifícios até à sua instalação definitiva, no actual espaço, construído com o patrocínio da fundação Calouste Gulbenkian. Ao longo dos anos tem conhecido alterações estruturais e funcionais que lhe permitem dar resposta às exigências da nova sociedade de informação. A enorme riqueza dos seus legados bibliográficos concede-lhe, no entanto, valor acrescido e carácter de excepção no cômputo das demais bibliotecas municipais do país. Motivos, entre outros, que justificam os seus elevados níveis de frequência diária. O Arquivo Fotográfico Municipal, sendo a mais recente das valências culturais aqui sediadas, conta com um valioso e numeroso espólio fotográfico sobre a cidade e concelho da Figueira. Destaque ainda para o Auditório Municipal com 200 lugares, equipado para receber espectáculos diversos, conferências, palestras e outros eventos.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

 

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LocalizaçãoFonte Luminosa
(Largo Dr. Nunes)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia da Fonte LuminosaDepois de alguns anos desactivada, a Câmara Municipal reconstruiu, em 2005, esta emblemática Fonte Luminosa, originalmente inaugurada, neste mesmo local, na véspera de Natal de 1964. Ao tempo, esta peça de decoração nocturna foi considerada arrojado na técnica e comparável ao que, no género, de melhor se podia encontrar nas grandes metrópoles de Espanha e Itália. Inicialmente iluminada somente por luz branca, os seus jactos de água receberam mais tarde os efeitos luminosos de múltiplas cores. Referência para muitos figueirenses, volta a ser um cartão colorido de boas-vindas para quem, de noite, chega à Figueira ou refrescante imagem a gravar na memória de quantos, passando o largo Dr. Nunes, se despedem da cidade.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoEdifício dos Paços do Concelho
(Av. Saraiva de Carvalho)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Edifício dos Paços do ConcelhosEdifício de gosto ecléctico, datado de 1897, projectado pelos arquitectos italianos Cesare Ianz e Giuseppe Fiorentini. Na sua fachada principal, virada para a Av. Saraiva de Carvalho, destaca-se o corpo central coroado por frontão triangular, com tímpano decorado com as armas da cidade. A fachada lateral esquerda é animada por ampla janela com bandeira em hemiciclo, que abrange o piso térreo e o primeiro andar. Com a dignidade e sobriedade própria dos edifícios desta natureza é no Salão Nobre que se revela a sua maior riqueza decorativa. Decorado segundo projecto de Ernesto Korrodi, destacam-se os monumentais escudos, em estuque, coroados e profusamente ornamentados com folhas de louro e palmas, nos ângulos do salão. Relevo ainda para as obras de pintura, “Aparição da Virgem do Carmelo a Simão Stock” de Pedro Alexandrino, e as telas a óleo retratando o grande patriota “Manuel Fernandes Thomaz”, de Gilberto Renda, e o distinto arqueólogo, “Dr. António dos Santos Rocha”, de autor desconhecido.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoPraça da Europa
(Av. Saraiva de Carvalho)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia da Praça da EuropaSituada entre a doca de recreio e o cais comercial, a Praça da Europa acompanha a linha da fachada principal do edifício dos Paços do Concelho. O seu peculiar relógio de sol, integra-se num projecto de arquitectura paisagista construído numa área recentemente conquistada ao rio Mondego, na sequência das obras de remodelação do porto comercial. Aproveitando a orientação N-S do aterro, face à foz do rio, e a excelente exposição paisagística e solar, o projecto de construção de um relógio de sol surge, assim, à escala de uma praça pública. Em semicírculo, marca a hora solar, meses e estações do ano, assinalados pelos signos do Zodíaco. Destaca-se, o seu ponteiro em forma de vela de barco, com 10 metros de altura e 2 toneladas de peso, executado nos Estaleiros Navais do Mondego. O pavimento deste semicírculo utiliza a pedra calcária recuperada do capeamento das antigas docas, de onde provém igualmente o gradeamento da praça. As amarras, no meio da calçada da zona pedonal, marcam o alinhamento da antiga margem do rio. Esta praça, com sua envolvente ajardinada, foi inaugurada em 1986. Agradável local para um passeio à beira-rio, este espaço é também usado para acolher os mais diversos eventos. Durante as Festas da Cidade vem sendo eleito para a realização da Feira das Freguesias. Um acontecimento cultural e gastronómico onde as dezoito freguesias do concelho se representam para lhe darem a conhecer o melhor e mais típico da sua região. Não deve perder.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoPorto Comercial
(Av. Saraiva de Carvalho)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Porto ComercialO rio foi desde sempre, via natural de entrada a diversas embarcações comerciais. A partir do séc. XVII, a actividade comercial do porto da Figueira intensificou-se significativamente, impulsionada pela pesca, pelo sal e pelo vinho. Abriram-se as portas à construção e reparação naval nos seus múltiplos estaleiros. Durante a 1ª metade do séc. XX iniciaram-se os esforços tendentes a estabelecer um plano portuário que atendesse às preocupações sentidas com o porto e barra da Figueira. Criou-se a Junta Autónoma do Porto em 1921 e, logo em 1934, assistia-se à construção do cais do Trapiche que veio impulsionar o movimento do porto e sobretudo a frota piscatória. Só em 1966 se concluiu a construção de dois molhes que avançaram cerca de 900 metros pelo mar dentro, obrigando à construção imediata do cais comercial que agora usufruiria da melhoria de condições da barra. Na década de 80 prosseguiu-se construindo a Doca de Pesca. Em 1998, a adopção de um projecto-piloto multimodal para o porto da Figueira, permitiu-lhe conjugar as acessibilidades marítimas, ferroviária e rodoviária. É um dos portos portugueses que oferece boas condições para ser utilizado como porto marítimo de curtas distâncias. Dista 66 milhas do porto de Leixões e 102 do porto de Lisboa. Para o tecido empresarial da região centro, mormente para as indústrias de celulose, madeira e produtos resinosos, a sua utilização é imperativa para o desenvolvimento de estratégias competitivas de crescimento económico.

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

 
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