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Igreja Matriz de S. Julião | Convento de Santo António – Igreja da Misericórdia | Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco

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LocalizaçãoIgreja Matriz de S. Julião

(Largo de S. Julião)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia da Igreja Matriz de S. JuliãoData do séc. XI a primeira referência a um pequeno lugar que foi sendo povoado em torno da igreja de S. Julião da Foz do Mondego. Destruída em 717 por invasores sarracenos, coube, em 1080, ao Abade Pedro, por ordem do Conde D. Sesnando, a tarefa de a reconstruir e incentivar o crescimento do povoado. Restaurado o lugar de S. Julião, também a sua igreja foi sofrendo reedificações e alterações sucessivas, nomeadamente nos sécs. XVIII e XIX, que fizeram desaparecer, infelizmente, todos os vestígios do primitivo templo. Na actual Igreja Matriz de S. Julião, para além dos retábulos de madeira marmoreada do séc. XVIII, do altar-mor e colaterais, destaca-se a elegância do retábulo da capela lateral esquerda, em pedra de Ançã, da 2ª metade do séc. XVI, proveniente do Mosteiro de Seiça. O dia de S. Julião, padroeiro da freguesia, é festejado a 9 de Janeiro.


* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

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LocalizaçãoConvento de Santo António – Igreja da Misericórdia
(Rua Gonçalo Velho, Largo de Santo António)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Fotografia do Convento de Santo António – Igreja da MisericórdiaO Convento de Santo António foi fundado em 1527, por Frei António de Buarcos, com o apoio de D. João III e a benemerência de António Fernandes de Quadros, senhor de Tavarede, que cedeu os terrenos para a construção do edifício e sua cerca. A sua localização e riqueza tornaram-no alvo de cobiça e saques repetidos ao longo dos sécs. XVI e seguintes. Desde a sua edificação, em 1536, conheceu reconstruções e reformas diversas. Da traça manuelina apenas se conserva o arco cruzeiro, apesar de alterado no séc. XIX. A elegante fachada, setecentista, apresenta na sua composição alguns elementos invulgares nas construções de origem mendicante. No interior, destaque para os azulejos do séc. XVII, para o altar-mor e altares laterais, barrocos, em talha dourada. Para além dos quadros da escola portuguesa quinhentista, da capela-mor, podem apreciar-se algumas esculturas de qualidade. Os seus retábulos setecentistas, principal e da nave, pertenceram ao Mosteiro de Seiça. No coro-alto, sobre um sóbrio cadeiral, da mesma centúria, bonitos painéis de pintura retratam a vida de Santo António. Extintas as ordens religiosas, em 1834, a Câmara requereu ao Governo a cedência do Convento e sua cerca, para nesta instalar o cemitério da vila e, naquele, os Paços do Concelho e Hospital. Em 1836, a Santa Misericórdia chama a si a gestão da igreja, parte do hospital e cerca. Em 1904, a Obra da Figueira nasce para aí administrar o Asilo da Infância Desvalida. A partir de 1976, funde-se com a Misericórdia. Na década de 80, o velho Hospital é adaptado a Lar para a terceira idade. Desde então a Misericórdia-Obra da Figueira vem desenvolvendo uma acção de reconhecido alcance social. Pelos Santos Populares, têm cada vez mais alcance e adesão os festejos e arraial a Santo António, realizados no Largo que toma o nome do santo casamenteiro. O edifício do Convento está classificado como imóvel de Interesse Público.


* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.


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LocalizaçãoIgreja da Ordem Terceira de S. Francisco
(Rua Gonçalo Velho, Largo de Santo António)

 

Autoria: Isabel Henriques*

 

Este templo, contíguo à Igreja da Misericórdia, é uma construção do primeiro quartel do séc. XIX, da autoria do arquitecto milanês Giancarlo Magne. De nave única e linhas neo-clássicas tem sofrido recentes restauros. Possui um bonito silhar de azulejos, azul e branco, executado na fábrica Viúva Lamego, em 1964, com padrão em estilo barroco. No coro-alto, conserva-se o primeiro órgão de tubos que existiu na Figueira. No altar da capela-mor, uma escultura, em madeira, de Nossa Senhora da Conceição, executada por Amálio Maia (1943). As restantes imagens (S. Francisco de Assis, Santo António, Nossa Senhora de Fátima, Senhor dos Aflitos) datam do séc. XIX e de meados de séc. XX. Sazonalmente, é também possível visitar, no piso superior, a Sala das Sessões da Comunidade Franciscana Secular (primitiva “Casa do Capítulo”), onde se reúnem o cartório da Ordem Terceira e interessantes painéis de temática religiosa. Referência ainda a um pequeno núcleo de arte sacra, inicialmente denominada “Casa dos Santos” com a exposição permanente de várias imagens da Procissão das Cinzas (séc. XIX).

 

* In Figueira da Foz: Rotas do Concelho – Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

 
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