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Está a pensar visitar a Figueira da Foz?

Vai fazê-lo durante apenas meio dia?

Então convidamo-lo a fazer um Passeio virtual pela Freguesia de São Julião, aguçando-lhe assim o apetite para uma visita real à nossa Freguesia.

Bom Passeio…

São Julião – A Freguesia em Meio Dia


Quando visitar a Figueira da Foz, convidamo-lo a entrar em São Julião pela Rua Arnaldo Sobral (Artéria de entrada na cidade) dirigindo-se para a Avenida Saraiva de Carvalho onde começaremos o nosso mini roteiro pela Freguesia.

Praça da EuropaSeguindo ao longo da Avenida Saraiva de Carvalho encontrará, à sua esquerda a Praça da Europa que acompanha a linha da fachada principal do edifício dos Paços do Concelho. O seu peculiar relógio de sol, integra-se num projecto de arquitectura paisagista construído numa área recentemente conquistada ao rio Mondego, na sequência das obras de remodelação do porto comercial. Aproveitando a orientação N-S do aterro, face à foz do rio, e a excelente exposição paisagística e solar, o projecto de construção de um relógio de sol surge, assim, à escala de uma praça pública. Em semicírculo, marca a hora solar, meses e estações do ano, assinalados pelos signos do Zodíaco. Destaca-se, o seu ponteiro em forma de vela de barco, com 10 metros de altura e 2 toneladas de peso, executado nos Estaleiros Navais do Mondego.


Fotografia do Edifício dos Paços do ConcelhosMesmo ali ao lado fica o Edifício dos Paços do Concelho, datado de 1897, projectado pelos arquitectos italianos Cesare Ianz e Giuseppe Fiorentini. Na sua fachada principal, virada para a Av. Saraiva de Carvalho, destaca-se o corpo central coroado por frontão triangular, com tímpano decorado com as armas da cidade. A fachada lateral esquerda é animada por ampla janela com bandeira em hemiciclo, que abrange o piso térreo e o primeiro andar. Com a dignidade e sobriedade própria dos edifícios desta natureza é no Salão Nobre que se revela a sua maior riqueza decorativa.


Continuando o nosso passeio, deslocamos agora o nosso olhar e atenção para a Fonte Luminosa no Largo Dr. Nunes, mesmo ao lado do Edifício dos Paços do Concelho. Uma referência para muitos figueirenses e um cartão colorido de boas-vindas para quem, de noite, chega à Figueira ou refrescante imagem a gravar na memória de quantos, passando o largo Dr. Nunes, se despedem da cidade.


Fotografia da Praça 8 de Maio e Monumento a Manuel Fernandes ThomazVista que está esta emblemática Fonte, convidamo-lo agora a visitar a Praça 8 de Maio e o Monumento de Homenagem a Manuel Fernandes Thomaz, o Patriarca da Liberdade. Chegamos assim ao espaço da antiga “Praia da Reboleira”, uma das três reentrâncias fluviais do Mondego, conquistada ao rio, em 1784, no propósito de dotar a vila de uma praça pública. Após os trabalhos de aterro, conheceu as designações de “Praça Nova da Reboleira”, “Praça Nova da Alegria” e “Praça Nova”, nome pelo qual permanece mais conhecida. Em 1880 recebe a designação de “Praça 8 de Maio” para comemorar a entrada do exército liberal na Figueira da Foz, em 1834. Merece especial destaque o imponente para o monumento, aí erigido, à memória de Manuel Fernandes Thomaz (1771-1822), natural da Figueira da Foz. Dedicado à defesa da causa liberal, o “Patriarca da Liberdade” ou “Regenerador da Pátria”, como também ficou conhecido, liderou fervorosa acção na organização da revolução de 24 de Agosto de 1820, que libertaria o país do jugo estrangeiro, instaurando a liberdade e a independência de Portugal. Dinamizador das Cortes Constituintes, foi o principal redactor da Constituição de 1822. Este belo monumento, em pedra e bronze, sob o qual repousam os seus restos mortais, é da autoria do escultor portuense Fernandes de Sá, e foi inaugurado a 24 de Agosto de 1911.


Fotografia do Pelourinho da Figueira da FozContinuando o seu passeio, convidamo-lo a seguir pela Rua Dr. José Jardim até à Praça General Freire de Andrade onde poderá ver o Pelourinho da Figueira da Foz.
Data de 1782 este belíssimo exemplar de arquitectura civil, pública, símbolo da administração autónoma da justiça, outrora usual nos municípios e bispados. Sobre uma base de 5 degraus quadrados eleva-se um pedestal bojudo e sobre este uma elegante coluna torcida coroada por um capitel compósito habilmente modelado, para destacar as armas nacionais, esculpidas numa das faces em meio de ornatos concheados. A bonita praça em que centralmente se insere é também digna de olhares atentos. Os seus elegantes edifícios, típicos de final e princípio de século, testemunham diariamente o bulício próprio gerado pelo comércio diversificado e tradicional que anima toda a praça. O pelourinho está classificado como monumento nacional desde 1910.


Fotografia do Largo Luís de Camões e Monumento aos Mortos da Grande GuerraUm pouco mais abaixo, seguindo em direcção ao Rio, tem o Largo Luís de Camões e o Monumento aos Mortos da Grande Guerra.
Este largo assenta sobre a antiga “Praia da Ribeira”, a primeira das três praias fluviais, por aterro conquistadas ao rio Mondego em 1784, e transformada em praça pública - a “Praça da Ribeira”. A partir de 1791, e durante mais de um século, passou a denominar-se “Praça do Comércio”, centro nevrálgico da vila onde funcionava o principal mercado de abastecimentos, com cais de alfândega e desembarque de mercadorias. Não obstante a evolução toponímica deste espaço, acabou por prevalecer entre figueirenses, o hábito de a designar por “Praça Velha”. A 9 de Junho de 1880, por ocasião das festas dedicadas a Luís de Camões, a Câmara atribui o nome do egrégio poeta a este largo, ao tempo aparentado, no desenho da sua calçada à portuguesa e restantes componentes urbanísticos, ao do Rossio de Lisboa. No seu centro ergue-se, desde 1928, o monumento de homenagem aos Mortos da Grande Guerra, projectado por António Augusto Gonçalves.


Fotografia da Casa do PaçoE como estamos aqui tão perto, seguimos agora para a nossa direita em direcção ao Largo de Carvão e, logo a seguir, à Casa do Paço no Largo Prof. António Vítor Guerra.
Quem lhe passa defronte não pode deixar de se interrogar sobre a génese e utilização deste imóvel, privilegiadamente localizado em paralelo à doca de recreio, sobressaindo de entre o restante casario, se não pela discrição das formas, pela nobreza simples e altivez das proporções. Durante várias décadas foi sede da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz. Actualmente é propriedade da autarquia. Abrem-se ao público quatro salas, onde se descobre o que de verdadeiramente notável e único obriga a uma visita: uma importante e curiosa colecção dos chamados “azulejos de Delft”, de inícios do séc. XVIII. 7000 peças avulsas, todas diferentes, revelam, a azul ou a sépia, significativas representações de paisagens campestres e marinhas, cenas bíblicas e de cavaleiros. “O mais vasto e variado repositório de azulejos estrangeiros existentes em Portugal e o mais extraordinário, no seu género, em todo o Mundo” (Santos Simões, 1967).


Fotografia da Doca de RecreioFeita esta visita obrigatória à Casa do Paço, está na hora de dar um passeio pela Doca de Recreio, que fica aqui mesmo à frente na Av. Foz do Mondego.
Destinada ao sector de recreio e para embarcações de serviço, esta simpática marina tem registado desde a sua construção, em 1995, acentuada procura, não só por embarcações de recreio estrangeiras, como por nacionais. Possui uma estação fluvial para carreiras interiores de passageiros e um edifício que lhe serve de recepção. Esta doca regista taxas de ocupação que rondam os 75% na época baixa e os 100% na época alta.


Aproveitando este passeio para continuar a usufruir dos espaços naturais de São Julião, seguimos agora até ao Jardim Municipal, onde os mais pequenos se poderão divertir um pouco nos baloiços enquanto descansa desta caminhada.
Fotografia do Jardim MunicipalEnquadrado entre os edifícios do Tribunal e dos Correios por um lado e o Mercado Municipal por outro, o Jardim Municipal serviu no passado como local de passagem e de ligação entre os dois braços do Passeio Infante D. Henrique. Espaço muito acarinhado pelos figueirenses, acolheu várias gerações que aqui trouxeram as suas crianças a passeio, ao ringue de patinagem ou ao parque infantil, que aqui repousaram, se enamoraram ou entretiveram apreciando o lago dos patos e cisnes ou os espectáculos que animaram o seu coreto. Totalmente rodeado por sebes altas, sombrio e fechado sobre si parecia, nos últimos anos, ter dificuldade em “respirar” e atrair novos visitantes. Em 2005, obras de fundo, tendentes a revitalizar as envelhecidas estruturas do Jardim, projectam-no segundo conceitos de interacção, abertura e diálogo com a cidade. O seu parque infantil, a alternância de refrescantes e relaxantes jogos de água, as artérias comunicantes que abraçam canteiros multicores, os espaços de repouso e de animação, as sombras apetecidas das suas frondosas árvores, chamam novamente à fruição deste espaço de lazer, onde continuam a marcar presença as barraquinhas dos gelados, das aromáticas e irresistíveis pipocas e os indispensáveis quiosques.


Fotografia do Mercado Municipal Engenheiro SilvaRetemperadas energias, está na hora de visitar o sempre obrigatório Mercado Municipal Engenheiro Silva, no Passeio Infante D. Henrique, mesmo ao lado do Jardim Municipal. O colorido das suas bancas, bem abastecidas de frutas e legumes, o eco dos tradicionais pregões das peixeiras apelando à abundância e variedade de peixes e mariscos, as carnes e charcutaria, pão e broa da região, lacticínios e outros produtos regionais, a floricultura e o pequeno comércio (vestuário, calçado e outros artigos), constituem peças de um cenário vivo e renovado a cada dia, testemunho real das riquezas económicas e culturais da região.


Fotografia do Picadeiro e Rua dos CasinosE agora que estamos quase a terminar este nosso roteiro de meio dia, saímos do Mercado Municipal em direcção à Rua Cândido dos Reis para subir ao Picadeiro e Rua dos Casinos onde terminaremos este passeio saboreando a Gastronomia num dos restaurantes desta zona, ou simplesmente bebendo algo refrescante numa das muitas esplanadas existentes.
E cá estamos… entrou no coração do Bairro Novo. Estas duas artérias pedonais caracterizaram-se por serem, no decorrer da primeira metade do séc. XX, as áreas mais cosmopolitas e “chiques” da Figueira. Os seus distintos cafés e esplanadas, os estabelecimentos comerciais, os teatros, os luxuosos casinos e hotéis, habituaram-se a receber uma elite aristocrata e burguesa que vinha a banhos para gozar, aqui, da mesma atmosfera elegante que em Biarritz se respirava. A permanência dos antigos “Café Europa”, “Casino Oceano” ou da “Casa Havanesa”, a par com o modernizado Casino (outrora Peninsular), o café-restaurante “Caravela”, a “Casa Africana” ou a pastelaria “Império”, permanecem pontos de referência para todos quantos residindo ou em visita à cidade rumam ao coração do Bairro Novo. Durante todo o ano, mas com maior intensidade durante os meses de Verão, o cruzamento do Picadeiro (R. Cândido dos Reis) com a Rua dos Casinos (R. Bernardo Lopes) espelha movimento a qualquer hora do dia, sentindo-se o pulsar contagiante da cidade que continua a responder, sempre incansável e muito justamente, por ser também “da claridade”.

Esperamos que tenha gostado do Passeio.

Convidamo-lo a ver o mapa deste roteiro onde poderá ver os Locais Visitados.

 

Mapa do Roteiro

 

* Este texto utiliza extractos do livro “Figueira da Foz: Rotas do Concelho”, da Autoria de Isabel Henriques. Organ. Divisão de Cultura, Museu, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, ed. Figueira Grande Turismo, 2005, pp 15-31.

 
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